sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Tempera-tua

E tudo o que preciso é calor
Aquela baforada noturna na nuca
Aquele toque de dedos rústicos que deslizam pelas costas como se ardessem em brasas
E fogo desatina, fogo ferve, fogo assa
E tudo o que preciso é frio
É o clima gostoso que chama o cobertor
É um grunhido baixo que clama amor
E tudo o que preciso é morno
O choque térmico entre o frio que arrepia e o calor dos corpos que se unem em sintonia
E tudo o que preciso é você
Mesclando sensações, destoando ritmos
Desafinando risadas e gemidos
Nos tornando íntimos

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